12 de novembro de 2020

Ovulação: entenda o que é e como calcular

A ovulação é o momento dentro do ciclo menstrual em que o folículo se rompe e libera o óvulo. Esse óvulo sobrevive até 72 horas. Nesse período, ele pode ser fertilizado se houver relação sexual.

A liberação do óvulo pelo folículo ocorre 14 dias antes da menstruação. Assim, em um ciclo de 28 dias, a ovulação irá ocorrer no 14º dia.

Já, se o ciclo for de 30, por exemplo, ela irá acontecer no 16º. Dessa forma, o seu cálculo depende da quantidade de dias do ciclo de cada mulher.

Há, contudo, alguns sinais que as tentantes podem perceber quando estão próximas de ovular. Um deles é a secreção vaginal. Ela terá cor e textura semelhante à de uma clara de ovo.

Além disso, a mulher também pode perceber o aumento da temperatura corporal e até mesmo uma dor aguda, semelhante à uma cólica. Está dor provocada pela ovulação também é chamada de “dor do meio do ciclo”.

Uma outra maneira de prever a ovulação é por meio de teste que identifica a presença do hormônio luteinizante (LH) na urina. A produção desse hormônio vai atingir seu pico nesse período. Portanto, a sua presença, é indicativo de que ela irá ovular.

O que acontece nos ovários até a ovulação?

Uma semana antes de iniciar o ciclo, os folículos primordiais são escolhidos para que componham a corte folicular. Assim, todos começam a se desenvolver.

Aquele, entre eles, que estiver em melhor condição, crescerá e produzirá substâncias que vão inibir os outros de fazer o mesmo. A esse folículo, dá-se o nome de “folículo dominante”. Ao atingir, no mínimo, 17 a 20 milímetros, as condições hormonais farão com que ele se rompa e ocorra a liberação do óvulo.

“Na puberdade as mulheres têm de 400 a 600 mil folículos primordiais. Eles vão ser gastos mês a mês independente de tomar ou não pílula. Assim, elas chegarão aos 40 anos com 2 a 3% dessa população de folículos primordiais”, explica o ginecologista Dr. Paulo Arthur Machado Padovani (CRM 39.536). O especialista em reprodução assistida é Diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba (CRHP).

Apesar de na maioria das vezes o folículo dominante inibir os demais de crescerem, o desenvolvimento de mais de um folículo pode ocorrer.

Essa é uma situação rara e normalmente ocorre com mulheres que têm parentes próximas (mãe ou avó) que tiveram gêmeos espontâneos.

Com a diminuição, contudo, da produção de folículos primordiais ao logo do tempo, a idade é um fator fundamental para quem deseja engravidar.

O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba está instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

Jornalista responsável: Arlete Maria Antunes de Moraes. MTB 0084412/SP.

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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