18 de fevereiro de 2020

Quando recorrer a óvulos doados?

Receber o diagnóstico de baixa reserva de óvulos ou de menopausa precoce não significa o fim da esperança para quem deseja engravidar. Em casos como este, a medicina reprodutiva oferece a possibilidade de fertilização in vitro com óvulos doados. A informação é do ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

De acordo com o ginecologista, o tratamento com óvulos doados também é alternativa para pacientes com endometriose severa, que tiveram os dois ovários retirados, que passaram por tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia e que têm baixa qualidade dos óvulos. Além disso, é opção para homoafetivos. Para casais do sexo masculino, além da doação de óvulos, é preciso que haja a participação de uma mulher, para cessão temporária de útero, também conhecida como ‘barriga solidária’.

“Explicamos aos pacientes que os tratamentos com óvulos doados permitem que o filho tenha 50% do material genético do casal e que a mulher realize o desejo de gestar um bebê”, afirma Padovani.

O que diz a legislação

Resolução do Conselho Federal de Medicina (nº 2.168/2017) regulamenta a doação voluntária de óvulos ou a doação de forma compartilhada.

Nos casos de doação compartilhada, parte dos óvulos é fertilizada in vitro com os espermatozoides do marido da doadora e parte com os espermatozoides do marido da receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para a doadora e para a receptora.

Quando a doação é exclusiva, são utilizados na fertilização in vitro somente espermatozoides do marido da receptora e os embriões são transferidos para a mesma. Em todas as situações, a mulher poderá receber no máximo dois embriões.

Pela legislação brasileira, na doação de óvulos compartilhada, doadora e receptora compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de reprodução assistida. Nesta modalidade, a doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

Quando a doação é exclusiva, a receptora terá acesso à relação de óvulos disponíveis e poderá fazer a escolha, sob a orientação do médico que atua na clínica de reprodução humana.

Nos dois casos, a doação de óvulos não pode ter caráter lucrativo ou comercial. As doadoras devem ter entre 18 e 35 anos. Não devem conhecer a identidade das receptoras e vice-versa.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

 
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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