4 de fevereiro de 2020

Já ouviu falar em infertilidade secundária?

Não são poucos os casais que têm o primeiro filho e, quando decidem tentar novamente, não conseguem uma segunda gravidez. “Este tipo de situação é muito mais comum do que se imagina e, nestes casos, é preciso investigar se há infertilidade secundária”, declara o urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

De acordo com o médico, a infertilidade secundária ocorre quando o casal, após um ano de relações sexuais sem proteção, não consegue conceber outro filho. “Nestes casos, orientamos que procure um médico que atue na área de reprodução humana para que possa investigar as causas e fazer o tratamento adequado”, afirma.

Borges destaca que a investigação deve ser feita tanto pelo homem quanto pela mulher. Nos homens, a causa pode ser por doenças que geram alterações na mobilidade e na morfologia do espermatozoide. Ele explica que muitos casos são reversíveis, como os provocados por varicocele (uma dilatação das veias do testículo, que forma varizes e aumenta a temperatura testicular), processos infecciosos e disfunções hormonais.

O tratamento, de acordo com o urologista, pode ser clínico ou cirúrgico. Para alterações hormonais, é indicado tratamento clínico. Alguns casos de varicocele exigem cirurgia.

Nas mulheres, a infertilidade secundária, segundo o médico, pode estar relacionada a algum processo inflamatório que tenha obstruído as trompas ou atingido os ovários. Também pode ocorrer em função de alterações no endométrio, problemas na ovulação, oscilações hormonais e avanço da idade. Quanto mais idade tem a mulher, menor é a quantidade e inferior a qualidade dos óvulos. “Após avaliação clínica e exames, definimos o tratamento adequado a cada caso”, informa o médico.

O estilo de vida do casal também precisa ser levado em consideração na investigação das causas. Hábitos alimentares inadequados com consequente obesidade, uso de drogas lícitas e ilícitas comprometem a fertilidade.

Quando os tratamentos pontuais não apresentam resultados, o urologista acrescenta que ainda é possível recorrer à inseminação intrauterina, técnica de reprodução humana com baixo custo, ou à fertilização in vitro e à ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), tratamentos de alta complexidade.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Gustavo Mendonça Borges
Dr. Gustavo Mendonça Borges

Dr. Gustavo Mendonça Borges

Urologista | CRM/SP 94.121
  • Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
  • Pós-graduado em reprodução assistida
  • Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
Saiba mais