28 de janeiro de 2020

Brasil é líder em reprodução assistida na América Latina

O Brasil é o país que mais realiza tratamentos de fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões da América Latina. Concentra 40% dos centros de reprodução assistida desta região. Os dados foram divulgados no final de 2019 pela Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA)

De acordo com o levantamento, 83 mil bebês nasceram, em 25 anos, por meio de tratamentos de reprodução assistida no Brasil. A Argentina figura em segundo lugar, com 39.366 e, na sequência, o México, com 31.903. 

Para o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, os resultados da pesquisa refletem os investimentos realizados no país em capacitação de profissionais que atuam na área de reprodução humana, em pesquisas e em tecnologia.

Além destes investimentos, ele relata iniciativas no sentido de ampliar o acesso aos tratamentos de reprodução assistida. O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, por exemplo, mantém uma home care, que funciona como uma distribuidora e possibilita o repasse dos medicamentos direto para os pacientes, reduzindo custos.

A clínica instalada no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba também implantou o Projeto Realize, pelo qual oferece tratamentos de alta complexidade em reprodução humana com baixo custo, conforme o perfil social das pacientes.

O projeto contempla fertilização in vitro e congelamento de óvulos, em especial para as mulheres com câncer, que precisam preservar a fertilidade antes de iniciar o tratamento contra a doença. “Iniciativas como esta permitem que cada vez mais pessoas que não conseguem engravidar de forma natural tenham acesso aos tratamentos na área de reprodução humana”, declara.

PERFIL DAS PACIENTES

De acordo com a pesquisa, o perfil das mulheres que buscam os tratamentos passa por mudanças. No ano 2000, pacientes com menos de 34 anos eram responsáveis por realizar metade dos tratamentos. Em 2016, o percentual caiu para 28%. Nesse mesmo período, a demanda duplicou entre as mulheres acima de 40 anos. O percentual, que era de 14,9%, atingiu, em 2016, 31%.

Padovani faz questão de divulgar que a possibilidade de gravidez, inclusive nos tratamentos de reprodução assistida, é maior em mulheres mais jovens. De acordo com o médico, a taxa de sucesso do coito programado é de 5% em mulheres até os 35 anos. Nesta mesma idade, a taxa de sucesso da inseminação artificial é em torno de 15% e da fertilização in vitro, em torno de 45%.

Além disso, Padovani destaca que a gravidez tardia, a partir dos 35 anos, requer uma atenção especial para garantir a segurança tanto da mãe quanto do bebê. De acordo com o médico, a partir desta idade, aumentam os riscos de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos e prematuridade.

SOBRE A REDLARA

A REDLARA é uma instituição científica e educacional que agrupa mais de 90% dos centros de reprodução assistida na América Latina. São quase 200 clínicas, além de sócios individuais, entre médicos, embriologistas e outras categorias profissionais que fazem interface com a reprodução assistida. (Com informações do site da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida)

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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