21 de janeiro de 2020

Quem deve procurar uma clínica de reprodução humana?

Está enganado quem pensa que a reprodução assistida auxilia apenas homens e mulheres com problemas de infertilidade. O avanço das pesquisas e da tecnologia permitem que o leque de pacientes desta área seja cada vez maior. O urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, esclarece que os tratamentos disponíveis ajudam casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos, pessoas que buscam produção independente, casais sorodiscordantes, famílias com doenças genéticas, além de homens e mulheres que precisam congelar células germinativas.

A orientação para os procedimentos indicados a cada uma destas situações é feita em clínicas como o Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba. Borges explica como ocorre em cada caso.

Na produção independente, resolução do Conselho Federal de Medicina garante que homens e mulheres possam ter um bebê por meio da reprodução assistida sem a figura de um parceiro conhecido. Para as mulheres, a alternativa é recorrer a bancos de sêmen. Para os homens, além da doação de óvulos, é preciso que haja a participação de uma mulher, para cessão temporária de útero, também conhecida como ‘barriga solidária’. Os mesmos procedimentos são utilizados por casais homoafetivos.

Técnicas específicas também auxiliam casais sorodiscordantes, nos quais somente um dos parceiros tem alguma doença infectocontagiosa que pode ser transmitida via sexual. “Os avanços da reprodução assistida têm possibilitado a geração de bebês saudáveis em casos de homens portadores do vírus HIV e Hepatites B e C”, afirma Gustavo Borges. A lavagem seminal, antes do tratamento de inseminação artificial ou de fertilização in vitro, impede que estas doenças sejam transmitidas do pai para o bebê.

“Em famílias com doenças genéticas, o diagnóstico genético pré-implantacional possibilita identificar doenças hereditárias no embrião e aumentar as chances do casal ter uma criança saudável”, informa Borges. Ele explica que, ao diagnosticar a mutação genética durante a fertilização in vitro, é possível interromper essa cadeia de transmissão hereditária, selecionando para ser implantado o embrião que esteja livre da doença.

O congelamento de óvulos, por sua vez, é citado pelo médico como alternativa para mulheres que desejam postergar a gravidez, para quem tem histórico familiar de menopausa precoce e para pacientes com câncer que correm o risco de ter a fertilidade comprometida em função do tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia.

“O congelamento de sêmen é indicado para homens jovens com câncer para que a fertilidade seja preservada antes dos tratamentos contra a doença”, acrescenta.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

Dr. Gustavo Mendonça Borges
Dr. Gustavo Mendonça Borges

Dr. Gustavo Mendonça Borges

Urologista | CRM/SP 94.121
  • Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
  • Pós-graduado em reprodução assistida
  • Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
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