7 de janeiro de 2020

Meta para este ano: ter filhos

Todo início de ano, os sonhos ganham força e a tradição se repete. É hora de definir as prioridades e estipular objetivos. Para muitos casais, a meta para 2020 é ter filhos. Alguns destes tentam realizar este desejo há algum tempo e não conseguem. Por que isso ocorre?

A suspeita de infertilidade surge quando o casal mantém relações sexuais sem proteção durante um ano e não consegue engravidar. “O tempo para buscar orientação médica deve ser reduzido para seis meses quando a mulher tem 35 anos ou mais”, alerta o ginecologista José Higino Ribeiro dos Santos Junior, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

De acordo com estudos, 30% dos problemas de infertilidade são das mulheres, 30% são dos homens, 30% dos dois e 10% são sem causa aparente. “Por isso, o ideal é que o casal marque uma consulta e os dois façam exames para avaliar as causas e buscar alternativas, oferecidas pela medicina reprodutiva”, afirma o ginecologista.

No caso da mulher, o médico explica os principais fatores que podem impedir que a gravidez e como é feito o diagnóstico da infertilidade. “A possibilidade de gravidez começa mais ou menos na metade do ciclo menstrual, quando ocorre a ovulação. Nesta fase, o óvulo é liberado do ovário e capturado pela trompa, onde encontra com o espermatozoide, ocorrendo a fecundação. Antes de chegar ao local, o espermatozoide, anteriormente depositado no fundo da vagina durante a relação sexual, passou pelo útero e atravessou toda a trompa. Durante aproximadamente seis dias, o embrião formado caminha pela trompa, chegando à cavidade do útero, que precisa estar adequada para que ocorra a implantação e, finalmente, a gravidez”, relata o ginecologista.

Para que a mulher engravide, todo o caminho, do colo do útero, passando pelo útero, até a trompa precisa estar aberto e este é um dos fatores que precisa ser investigado. Outra situação é se o ciclo menstrual funciona adequadamente e se ocorre a ovulação. “Temos também que verificar se o número e a qualidade dos espermatozoides são adequados para que sejam depositados no fundo da vagina, consigam atravessar o útero e perfurar o óvulo”, acrescenta

Para investigar as causas ovulatórias, de acordo com o ginecologista, são solicitados exames hormonais (de sangue) e ultrassonografia transvaginal. O caminho que o espermatozoide faz pode ser avaliado com exame de Raio-X (histerossalpingografia) ou com a endoscopia ginecológica.

No caso do homem, um urologista fará uma boa avaliação clínica, com base na história e exame físico. O médico também solicitará um espermograma, que deve ser realizado em laboratório especializado, com o estudo da morfologia pela técnica Kruger, o que garantirá a precisão do resultado. Em casos específicos, podem ser solicitadas avaliação hormonal, ultrassonografia escrotal e biópsia testicular.

Definida a causa da infertilidade, o médico poderá orientar o casal sobre a necessidade de tratamentos, que podem ser de baixa complexidade (coito programado e inseminação artificial) ou de alta complexidade (fertilização in vitro).

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.
Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Ginecologista | CRM 80.719
  • Formado em Medicina pela Unicamp
  • Especialista em videolasparocopia e videohisteroscopia pela Febrasgo
  • Residência médica especializada em reprodução humana assistida e Endoscopia ginecológica pela Unicamp.
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