10 de dezembro de 2019

Reprodução assistida é opção para casais sorodiscordantes que querem filhos

Técnicas de reprodução assistida têm se mostrado especialmente importantes para ajudar casais sorodiscordantes que querem ter filhos. O sucesso da terapia antirretroviral introduzida na última década, e a qualidade e expectativa de vida dos indivíduos HIV positivos, têm mudado a história desses pacientes.

O médico Paulo Padovani, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, explica que são três os cenários encontrados entre esses casais.  No mais frequente, quando o homem está infectado pelo HIV e a mulher não, a gestação não tem impedimento e são realizados procedimentos de segurança.

Isso inclui a lavagem seminal, que faz com que os espermatozoides infectados sejam separados dos sadios. Apenas depois desse procedimento é feita a inseminação, por meio de técnicas de reprodução assistida, explica.

O outro caso é quando homem e mulher estão infectados e o que vai indicar a viabilidade dessa gestação é a saúde da paciente. Se for uma mulher jovem e saudável, com carga viral positiva baixa, existe a indicação.

No terceiro cenário, em que somente a mulher está infectada, a saúde da paciente também será o fator determinante para a indicação de uma inseminação intrauterina ou uma fertilização in vitro.

Os dois últimos casos são os mais delicados. Inicialmente, pelas grandes chances de a paciente ter sido infectada por outras DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), o que pode ter danificado suas tubas uterinas. Além disso, há 25% de chance de haver transmissão vertical, que acontece quando a mãe transmite o vírus da Aids para o bebê”, ressalta Padovani.

Para essa situação, o médico relata a existência de condutas e terapias, tanto para a mãe quanto para o feto, capazes de reduzir de forma expressiva a taxa de infecção. “Mas é preciso deixar claro que se não for possível reduzir a quantidade de vírus com medicação, as técnicas de reprodução assistida deixam de ser indicadas”, diz.

Por isso, o tratamento de casais sorodiscordantes sempre vai exigir o suporte de um médico infectologista, que por meio de exames, vai avaliar a carga viral e definir se o tratamento é viável ou não.

Esse suporte sempre vai ser necessário, inclusive a longo prazo. Vai garantir que qualquer tipo de complicação seja identificada e tratada imediatamente”, diz o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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