16 de setembro de 2019

Encontro destaca importância do tratamento multidisciplinar da endometriose

Médicos cooperados e colaboradores assistiram à palestra sobre as vantagens do atendimento multidisciplinar nos casos de endometriose, com o ginecologista Marcelo Avella, de Sorocaba, realizada em setembro no Hospital Unimed Piracicaba. O ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, participou do encontro e complementou a aula com informações que demonstram a necessidade do atendimento global ser adotado na cidade.

“A endometriose é uma doença crônica complexa, que envolve os aspectos físico e psicológico da paciente. Por isso, para que haja resultados satisfatórios, o tratamento precisa ser multidisciplinar”, afirma Padovani. Desta forma, deve envolver, além do ginecologista, gastroenterologista, urologista, médico de controle da dor, psicóloga, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta. “A necessidade dos profissionais é definida de acordo com cada caso”, acrescenta.

Os médicos são responsáveis pelo tratamento clínico, com remoção dos focos de endometriose e controle, com medicação, para que não haja o avanço da doença. A nutricionista orienta a paciente a adotar um cardápio adequado. A psicóloga ajuda a mulher a superar medos e ansiedades provocados pela endometriose, além de auxiliar na mudança de comportamento, já que o perfil perfeccionista contribui para o desenvolvimento da doença. Um fisioterapeuta auxilia na adoção de atividades físicas adequadas.

De acordo com Padovani, o atendimento diferenciado com a atuação de equipe multidisciplinar qualificada contribuirá para a redução do tempo de diagnóstico da endometriose e para garantir qualidade de vida à paciente, aliviando os sintomas, como a dor, e passando informações sobre a doença, para que ela possa transformar sua história.

“O diagnóstico precisa ser detalhado para que a paciente receba o encaminhamento adequado e completo”, reforça Padovani. Ele destaca que o tratamento da endometriose precisa ser uma via de mão dupla, com a colaboração da paciente. As mudanças da psique e de hábitos influenciam diretamente nos resultados. “A prática da atividade física regular, por exemplo, contribui com a liberação de endorfinas que, em alguns casos, têm ação semelhante à morfina no controle da dor, um dos principais sintomas da doença”, relata.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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