5 de agosto de 2019

Infertilidade sem causa aparente tem tratamento?

O casal que tenta engravidar, não consegue, procura ajuda médica, faz exames e não descobre a causa não deve perder a esperança. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, 10% dos problemas de infertilidade não têm causa aparente. “O alento é que a medicina reprodutiva oferece alternativas para contornar a situação e auxiliar os que querem ter filhos biológicos”, afirma o urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

Borges informa que a infertilidade é considerada sem causa aparente quando todo o protocolo de investigação médica é seguido e não são encontradas alterações clínicas, laboratoriais ou em qualquer tipo de exame no homem ou na mulher que justifiquem o motivo de não se conseguir engravidar.

Nestas situações, o especialista em reprodução humana poderá fazer uma avaliação e indicar o tratamento mais adequado para os que desejam ter filhos biológicos. Segundo o urologista, serão avaliados itens específicos, como idade da mulher e tempo que o casal está tentando engravidar.

Alternativas para quem quer engravidar

Entre as saídas oferecidas pela medicina estão tratamentos de reprodução humana com baixo custo, como coito programado e inseminação intrauterina, e tratamentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro e ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

“A avaliação de qual tratamento é adequado para cada caso deve ser feita por especialista em reprodução humana”, afirma Gustavo Borges, que explica como funciona cada tratamento.

No coito programado, o médico acompanha de perto o ciclo menstrual da mulher, monitora a ovulação e estimula os ovários, com o objetivo de definir com precisão o dia da ovulação. O casal deve manter relações na data indicada pelo especialista.

Na inseminação intrauterina, a ovulação é induzida por hormônio e o médico programa o dia e horário em que irá provavelmente ocorrer. Na data estipulada, o homem vai ao laboratório e colhe sêmen, que, após preparo, é inserido no útero por meio de um cateter delicado.

Na fertilização in vitro clássica, a paciente é induzida, com estímulo de medicação, a ovular. Horas antes de ocorrer a ovulação, a mulher recebe anestesia geral de curta duração e, por via transvaginal, o ovário é puncionado e são coletados os óvulos.  Após seleção, os óvulos e os espermatozoides, também coletados em laboratório, são colocados juntos em meio de cultura. “Com essa técnica, esperamos que um espermatozoide penetre espontaneamente no óvulo, fazendo a fertilização, como o que ocorre na natureza, dentro da mulher”, detalha o urologista. O embrião formado é transferido para o útero após período de 3 a 5 dias.

A ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide) é uma técnica de FIV na qual um único espermatozoide é selecionado, no laboratório, e introduzido dentro de cada óvulo para que ocorra a fertilização. O embrião formado é transferido para o útero após período de 3 a 5 dias. A técnica oferece melhores resultados do que a fertilização in vitro convencional.

Dr. Gustavo Mendonça Borges
Dr. Gustavo Mendonça Borges

Dr. Gustavo Mendonça Borges

Urologista | CRM/SP 94.121
  • Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
  • Pós-graduado em reprodução assistida
  • Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
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