29 de julho de 2019

Aumenta acesso a fertilização in vitro

No dia 25 de julho de 1978, nascia a menina que revolucionou a reprodução assistida no mundo, graças ao trabalho dos médicos britânicos Robert Edward e Patrick Steptoe. A primeira bebê de proveta, Louise, representou a possibilidade de realização do desejo de muitos casais que não conseguiam ter filhos de forma natural. Após 41 anos, o tratamento que, no início era elitizado, avançou para outros países e se popularizou.

No Brasil, o primeiro bebê de proveta nasceu no dia 7 de outubro de 1984. Atualmente, a técnica é acessível a milhares de casais. Dados divulgados em julho pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revelam que o número de fertilizações in vitro vem aumentando a cada ano no país. Conforme o 12º Relatório do SisEmbrio (Sistema Nacional de Produção de Embriões), em 2018 foram realizados 43.098 ciclos, contra 36.307 em 2017. O aumento na quantidade de procedimentos foi de 18,7%.

O ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, relata que a ‘popularização’ da fertilização in vitro, considerada um tratamento de alta complexidade, é resultado do investimento em pesquisas, tecnologias e capacitação de especialistas em reprodução humana.

“Nestes mais de 40 anos, as medicações evoluíram, os meios de cultura melhoraram, as maneiras como são feitos os procedimentos foram aprimoradas”, declara o ginecologista. Ele relata que o Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, por exemplo, investe constantemente em novas tecnologias e aprimoramento da equipe. Para ampliar o acesso aos tratamentos de reprodução assistida, montou uma home care, que funciona como uma distribuidora e possibilita o repasse dos medicamentos direto para os pacientes, reduzindo custos.

Por meio do Projeto Realize, a clínica__instalada no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba__ oferece tratamentos de alta complexidade em reprodução humana com baixo custo, conforme o perfil social dos pacientes.

O projeto contempla fertilização in vitro e congelamento de óvulos, em especial para as mulheres com câncer que precisam preservar a fertilidade antes de iniciar o tratamento contra a doença.

QUEM PRECISA DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO?

Padovani explica que a fertilização in vitro é indicada para casais com problemas graves que levam à infertilidade, como alterações tubárias, endometriose, baixa qualidade dos óvulos e alteração importante dos espermatozoides.

No tratamento, são utilizados medicamentos para estimular o crescimento de vários folículos (estrutura que tem os óvulos dentro). Quando os folículos atingem o tamanho ideal, a paciente recebe uma injeção que induz a ovular. Uma hora antes de ocorrer a ovulação, recebe anestesia geral de curta duração e, via ultrassom transvaginal, o ovário é puncionado e são coletados os óvulos.

Os óvulos e os espermatozoides, também coletados em laboratório, são colocados num meio de cultura para que ocorra a fertilização in vitro, ou seja, fora do corpo da mulher. O embrião formado é transferido para o útero.

SERVIÇO – Para participar da triagem do Projeto Realize, é necessário que o casal tenha passado por consulta com ginecologista e/ou urologista, que pode ser externo ou do próprio Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, e receba encaminhamento médico para fertilização in vitro. Com o encaminhamento em mãos, o cadastro pode ser feito no site do CRHP (http://crhp.com.br/contato/projeto-realize/).

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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