16 de julho de 2019

Mini-FIV reduz custo do tratamento

Muitos casais que não conseguem ter filhos de forma natural e recebem o diagnóstico de que o problema poderia ser resolvido pela fertilização in vitro ficam receosos com o custo do tratamento. Com o avanço da medicina reprodutiva, este temor pode ser deixado de lado. “Cada caso é único e o uso de técnicas como a mini-FIV, uma fertilização in vitro com menos hormônio, possibilitam a redução em até 40% do valor da medicação, em relação à FIV convencional”, informa o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

Desenvolvida pelo médico japonês Osmau Kato, a mini-FIV utiliza doses menores de hormônios, geralmente na forma oral, para uma mínima estimulação ovariana. “O foco, neste caso, é na qualidade dos óvulos produzidos”, afirma Padovani. Ele explica que, a partir deste estágio, o tratamento segue como a FIV tradicional. Os óvulos e os espermatozoides, também coletados em laboratório, são fertilizados in vitro, ou seja, fora do corpo da mulher. O embrião formado é transferido para o útero.

O ginecologista informa que para saber se a técnica pode ser utilizada, é importante que a paciente passe por consulta médica e faça exames específicos. Entre os fatores avaliados estão a idade e a existência de alguma doença associada à dificuldade em engravidar. “A mini-FIV pode ser uma boa opção para mulheres com menos de 35 anos e reserva ovariana normal, que respondem melhor à medicação”, declara. Também pode ser uma tentativa para pacientes com menos de 35 anos com baixa reserva ovariana, desde que não haja doenças associadas. “Precisamos sempre dar ciência à paciente de que cada caso é único e nem sempre a mini-FIV é uma alternativa”, acrescenta.

Reprodução humana com baixo custo

Para as pacientes que não estão aptas a fazer a mini-FIV, o Projeto Realize disponibiliza tratamentos de reprodução humana de alta complexidade com baixo custo, conforme o perfil social dos pacientes. A iniciativa é do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

O projeto contempla tratamentos de alta complexidade, incluindo a fertilização in vitro. A técnica é indicada para casais com problemas graves que levam à infertilidade, como alterações tubárias, endometriose, baixa qualidade dos óvulos e alteração importante dos espermatozoides.

Para participar da triagem do Projeto Realize, é necessário que o casal tenha passado por consulta com ginecologista e/ou urologista, que pode ser externo ou do próprio Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, e receba encaminhamento médico para fertilização in vitro. Com o encaminhamento em mãos, o cadastro pode ser feito no site do CRHP (http://crhp.com.br/contato/projeto-realize/).

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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