28 de maio de 2019

FIV é opção para quem fez laqueadura ou vasectomia e quer ter filhos

É cada vez mais comum pessoas que casaram cedo, foram pais, fizeram laqueadura ou vasectomia, separaram, estão em outro relacionamento e querem novamente ter filhos. Para estes pacientes, uma das opções oferecidas pela medicina reprodutiva é a fertilização in vitro. A informação é do ginecologista José Higino Ribeiro dos Santos Junior, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

A laqueadura é uma cirurgia que bloqueia as tubas uterinas, impedindo que óvulos e espermatozoides se encontrem para formar o embrião. “Com a FIV, a função da trompa, que é fazer a fertilização do óvulo, é realizada artificialmente, em laboratório, e o embrião formado pode ser transferido para o útero”, explica o ginecologista.

O mesmo procedimento pode ser utilizado para homens que fizeram a vasectomia, cirurgia para impedir a circulação dos espermatozoides produzidos pelos testículos para os canais deferentes que desembocam na uretra. Neste caso, de acordo com o ginecologista, o espermatozoide, coletado e preparado em laboratório de clínica de reprodução é fertilizado in vitro, por meio da técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

A diferença entre a fertilização in vitro tradicional e a ICSI é que na injeção intracitoplasmática de espermatozoide, um único espermatozoide, selecionado em laboratório, é injetado dentro do óvulo utilizando uma agulha de extrema precisão.  Na fertilização in vitro tradicional, o óvulo é colocado em um meio de cultura com aproximadamente 5 milhões de espermatozoides para que haja a fecundação. Nos dois casos, o embrião formado é transferido para o útero.

O ginecologista lembra que, para saber se a fertilização in vitro é realmente o tratamento indicado, os pacientes terão que passar por consulta com especialista em reprodução humana. Além da avaliação clínica, o médico solicitará exames e analisará itens específicos, como a idade da mulher. “É importante deixarmos sempre claro que, quanto mais avançada a idade da mulher, menores são as taxas de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida, o que inclui a fertilização in vitro”, declara.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.
Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Ginecologista | CRM 80.719
  • Formado em Medicina pela Unicamp
  • Especialista em videolasparocopia e videohisteroscopia pela Febrasgo
  • Residência médica especializada em reprodução humana assistida e Endoscopia ginecológica pela Unicamp.
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