29 de abril de 2019

Doação de óvulos ajuda mulheres com problemas graves de infertilidade

Mulheres que não possuem os ovários ou que estes não contêm óvulos ou podem ter óvulos, mas a qualidade não ser boa encontram na medicina reprodutiva uma alternativa para tentar realizar o desejo de ter filhos. De acordo com o ginecologista Paulo Padovani, do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, o tratamento com óvulos doados é opção para pacientes já na menopausa ou em menopausa precoce, com endometriose severa, que teve os dois ovários retirados ou que passaram por tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia.

Resolução do Conselho Federal de Medicina (nº 2.168/2017) permite a doação voluntária de óvulos ou a doação de forma compartilhada, na qual doadora e receptora compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de reprodução assistida. Na forma compartilhada, a doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido. A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial. As doadoras devem ter entre 18 e 35 anos. Não devem conhecer a identidade das receptoras e vice-versa.

Como faço para doar óvulos?

Padovani explica que para doar óvulos, a mulher terá que passar por consulta com especialista em reprodução humana para avaliação clínica e realizar exames solicitados, que incluem sorologias como sífilis, HIV, hepatite B e hepatite C, HTLV, e para o Zika Vírus.

A paciente deve preencher uma ficha na clínica de reprodução humana com seus dados para que seja avaliada por profissionais se há compatibilidade entre receptora e doadora.

Antes do procedimento, a receptora terá acesso à relação de óvulos disponíveis e poderá fazer a escolha.

“Se os exames estiverem em ordem, a doadora é submetida a um ciclo usual de estimulação ovariana para indução da ovulação, com posterior coleta de óvulos”, afirma Padovani, que detalha o procedimento para tentar a gravidez.

Nos casos de doação compartilhada, parte dos óvulos será fertilizada in vitro com os espermatozoides do marido da doadora e parte com os espermatozoides do marido da receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para a doadora e para a receptora.

Quando a doação é exclusiva, são utilizados na fertilização in vitro somente espermatozoides do marido da receptora e os embriões são transferidos para a mesma. Em todas as situações, a mulher poderá receber no máximo dois embriões.

 

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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