15 de abril de 2019

Por que grávidas devem tomar vacina contra a gripe?

A gravidez é considerada fator de risco para as complicações da gripe. Por isso, a orientação da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba é para que grávidas, mulheres que querem engravidar e mães que estão amamentando tomem a vacina contra a gripe para garantir a sua proteção e a do bebê. A imunização é essencial, principalmente contra o vírus influenza H1N1, o que faz desta uma das vacinas mais importantes durante a gestação.

“Há pesquisas sobre o tema no mundo inteiro e entre os possíveis fatores da vulnerabilidade das grávidas estão a redução da imunidade durante o período e a diminuição da capacidade pulmonar, principalmente nos três últimos meses da gestação”, afirma o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

“A vacina da gripe é fabricada a partir de um vírus inativo, que não provoca infecção mas, sim, imunidade. Não causa, portanto, os sintomas da doença e deve ser administrada na gravidez”, esclarece Padovani.

Ao tomar a vacina, a gestante também estará transmitindo anticorpos para o feto. O mesmo ocorre com a mulher que está amamentando. “Como os bebês com menos de seis meses não podem tomar a vacina, a única forma de proteção é por meio dos anticorpos passados pelo leite materno”, explica.

Quem tomou a vacina no ano passado deve se imunizar novamente. De acordo com informações do Ministério da Saúde, a vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem o imunobiológico, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, segundo determinação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A dose da vacina contra a gripe pode ser aplicada em qualquer mês da gravidez ou em até 45 dias após o nascimento do bebê, no caso das mulheres que não foram imunizadas na gestação.

Durante a Campanha Nacional de Vacinação, que ocorre entre os meses de abril e maio – até o dia 31 – , as grávidas e as mães que tiveram recentemente os bebês podem tomar a vacina gratuitamente nos postos de saúde. Neste caso, devem apresentar o cartão da gestante ou documento que comprove a data de nascimento da criança, podendo ser a certidão de nascimento do bebê, ou a declaração do hospital onde ocorreu o parto. O início do efeito protetor da dose demora de duas a três semanas, de acordo com Padovani.

O médico alerta que quem estiver doente e com febre deve esperar os sintomas passarem para, então, receber a dose da vacina. “Se a paciente tiver alergia a ovos ou tiver tido uma severa reação alérgica à vacina da gripe comum, deve consultar seu médico antes da vacinação”.

PREVENÇÃO DEVE SER MANTIDA

Além da vacina, que não tem 100% de eficácia, é preciso que as pessoas, de forma geral, adotem alguns hábitos que ajudam a evitar a H1N1 e outras gripes tão comuns neste período de Outono-Inverno.

Os cuidados incluem lavar sempre as mãos com sabão ou álcool, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca, lembrando que a gripe pode ser contraída quando se inala secreções do doente ao falar, espirrar ou tossir e quando há contato com superfícies infectadas, como mesas, maçanetas ou talheres. Também é aconselhável evitar locais fechados e de grandes aglomerações.

“Quando a gestante apresenta sintoma de gripe, deve imediatamente procurar seu médico, mesmo que tenha tomado a vacina”, orienta Padovani.

Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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