12 de março de 2019

Endometriose exige atenção multidisciplinar

As queixas e as dores das pacientes com endometriose merecem atenção especial nos consultórios e devem ser levadas em consideração para que o tratamento seja adequado e melhore a qualidade de vida destas mulheres. A observação é do ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

A clínica participa do Março Amarelo, mês internacional de conscientização sobre a endometriose, e divulga a importância de que, para obter resultados satisfatórios, o tratamento da doença, que é complexa, seja multidisciplinar, com a participação de ginecologista, médicos de outras especialidades (nos casos de endometriose profunda e que atinge vários órgãos), profissionais que deem apoio psicológico, nutricional e orientem sobre a prática regular de exercícios físicos.

Isso porque estudos indicam que o perfil da mulher que tem endometriose ‘alimenta’ a doença, que é crônica. “As pacientes costumam ser perfeccionistas, tanto no trabalho quanto na vida pessoal e, para dar conta de tudo, liberam uma quantidade alta de adrenalina no organismo, comprometendo o sistema imunológico”, afirma Padovani. Segundo ele, a fragilidade do sistema imunológico contribui para que a doença avance.

Além disso, Padovani informa que as pacientes costumam apresentar insegurança e ansiedade quando recebem do médico a informação de que a doença é crônica. “Neste momento, é muito importante que o médico tenha a sensibilidade de explicar que o tratamento adequado garantirá qualidade de vida e que a paciente terá que colaborar para que isso aconteça”, explica. De acordo com o ginecologista, o emocional pode contribuir até no controle da dor. “Estudos demonstram que o medo e a consequente tensão ajudam a desencadear processos de dor”, diz.

Terapias complementares auxiliam no tratamento

Para ter qualidade de vida, Padovani orienta pacientes com endometriose a cuidarem da alimentação, praticarem exercícios físicos e buscarem ajuda psicológica.

“Uma psicóloga ajudará a mulher a superar medos e ansiedades provocados pela endometriose, além de auxiliar na mudança de comportamento, já que o perfil perfeccionista faz com que muitas fiquem vulneráveis ao avanço da doença”, afirma.

De acordo com o ginecologista, a prática de exercícios físicos, de forma geral, estimula a liberação de endorfina, que dará bem-estar à paciente e até poderá ajudar no alívio da dor.

Você sabe o que é endometriose?

É uma doença na qual as células do endométrio, ao invés de serem expelidas na menstruação, migram para outros órgãos como ovário, trompas, bexiga, intestino, e, em alguns casos, até pulmão e nariz, provocando sangramento nos locais afetados durante o período menstrual.

A doença atinge mais de 170 milhões de mulheres no mundo, em sua fase reprodutiva, conforme dados do World Endometriosis Research Foundation. A Associação Brasileira de Endometriose estima que 7 milhões de brasileiras tenham a doença.

Os sintomas da endometriose incluem cólicas fortes durante o período menstrual, dor nas relações sexuais, dor e sangramento intestinal e urinário durante a menstruação e, em alguns casos, dificuldade de engravidar.

A orientação da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba é que, em caso de algum dos sintomas, a mulher procure ajuda médica.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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