12 de fevereiro de 2019

Qual a relação entre gravidez e idade?

Gravidez e idade têm relação direta e quando a mulher deseja, em algum momento da vida, ser mãe, é preciso que haja a consciência de que a fertilidade reduz com o passar dos anos. “É possível postergar a gravidez apenas por algum tempo e esta escolha deve ser feita com base em informação adequada”, alerta o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

A idade é fator preponderante na tentativa de gravidez. “A mulher nasce com todos os óvulos e, tomando pílula ou não, perde, mês a mês, boa quantidade destes folículos. Aos 40 anos, chega, em média, com 2% a 3% do total de folículos primordiais e a qualidade dos que restam não é das melhores”, informa o médico.

Por isso, a mulher precisa estar ciente de que é muito mais fácil engravidar de forma natural até os 28 anos. Nesta idade, caso não tenha resultados em um ano de tentativas, pode recorrer, com tranquilidade, à medicina reprodutiva. “Até os tratamentos de reprodução assistida têm mais sucesso nos casos em que a paciente é mais jovem”, afirma Padovani. Ele cita que até os 35 anos, a taxa de sucesso da fertilização in vitro é de 45%. Aos 39 anos, a taxa reduz para 26%, e aos 40, entre 10% e 15%.

Exames avaliam fertilidade

Quando o casal tenta ter filhos durante um ano e não consegue, o ideal é que procure orientação médica e faça uma avaliação da fertilidade. “Exames relativamente simples auxiliam a diagnosticar a causa para que possamos indicar o tratamento adequado para cada caso”, declara Padovani.

Ele informa que a equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba solicita, inicialmente, três exames básicos para a mulher:  pesquisa da reserva ovariana, histerossalpingografia e ultrassom (ecografia endovaginal).

A ecografia endovaginal é um exame de ultrassom feito com uma sonda especial colocada no interior da vagina. Permite a visualização de estruturas e órgãos pélvicos como o útero e os ovários com maior proximidade e maior resolução de imagem. Por meio desta ultrassonografia, também pode ser visto o endométrio.

Com a histerossalpingografia, é possível avaliar a cavidade uterina e das tubas. “Nesse exame, é injetado um contraste no útero que atinge as tubas e, depois, se derrama dentro da cavidade abdominal. O trajeto do contraste é documentado por filme ou radiografias seriadas”, explica o médico. Desta forma, é possível descobrir alterações da cavidade uterina, como pólipos, miomas e cicatrizes, além de obstruções tubárias.

Na pesquisa de reserva ovariana, o ginecologista informa que são feitas as dosagens dos hormônios FSH, LH, prolactina, estradiol e TSH, por amostra de sangue colhida no 3º dia do ciclo.

“Para avaliar a parte masculina, é necessário um bom espermograma, que detalha a parte morfológica, com o processamento seminal, para saber o número de espermatozoides móveis que vai conseguir chegar nas trompas”, diz. Quando houver necessidade, o médico solicitará exames adicionais para fechar o diagnóstico.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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