7 de fevereiro de 2019

Aumentam casos de gravidez tardia

Aumenta a cada ano o número de mulheres que decidem adiar a gravidez, em função da carreira ou em busca da estabilidade financeira. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que o índice de gravidez em mulheres na faixa dos 30 aos 39 anos aumentou de 22% para 30% nos últimos 10 anos. Mas até quando a mulher pode esperar e quais os problemas da gravidez tardia?

O ginecologista José Higino Ribeiro dos Santos Junior, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, explica que o planejamento é fundamental na vida da mulher que deseja, em algum momento, ter filhos. “É preciso lembrar que a cada ano que passa a mulher produz menos óvulos e, principalmente após os 37 anos, a qualidade também fica comprometida, o que pode dificultar uma gravidez natural”, afirma.

A chance de uma mulher de 25 anos engravidar em um ciclo menstrual é de 25%, enquanto a de uma mulher de 40 anos é de 8%.

Fique atenta ao relógio biológico!

Quem deseja ser mãe deve prestar atenção no relógio biológico. O médico explica que os óvulos têm a idade da mulher e não se renovam.

A mulher nasce com todos os óvulos que vai usar na vida e começa a perdê-los. Na barriga da mãe, ela carrega, aproximadamente, entre 6 milhões e 7 milhões de óvulos. Quando nasce, a quantidade cai para 1 milhão a 2 milhões. Quando chega na puberdade, está com 400 mil óvulos, em média.

“A fertilidade feminina começa a cair por volta dos 25 anos e tem declínio importante depois dos 35 anos. Após os 37 anos, piora a qualidade dos óvulos”, declara.

Além disso, José Higino Ribeiro dos Santos Junior alerta que a gravidez tardia__ a partir dos 35 anos__ pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com o médico, a partir desta idade, aumentam os riscos de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos e prematuridade.  “Quando a mulher está nesta faixa etária, o ideal é que o planejamento e o pré-natal sejam acompanhados por obstetra que tenha experiência com pacientes nesta idade”, ressalta.

Nestes casos, a gestante poderá passar por mais consultas durante o pré-natal e fará exames adicionais. “Deverá fazer todos os meses um exame de glicemia em jejum para dosar o nível de açúcar no sangue e, por volta de 28 semanas de gestação, um teste de tolerância à glicose, além de controlar a pressão arterial”, afirma.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.
Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr.

Ginecologista | CRM 80.719
  • Formado em Medicina pela Unicamp
  • Especialista em videolasparocopia e videohisteroscopia pela Febrasgo
  • Residência médica especializada em reprodução humana assistida e Endoscopia ginecológica pela Unicamp.
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