17 de janeiro de 2019

Quem tem endometriose pode engravidar

O diagnóstico de endometriose muitas vezes desanima as mulheres que desejam, em algum momento da vida, ter filhos. A boa notícia é que o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento adequados garantem às pacientes a possibilidade de engravidar.

O ginecologista Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, explica que o primeiro passo é ter o diagnóstico preciso e iniciar o tratamento da doença. “Quando a endometriose é leve ou moderada, o tratamento pode ser clínico, com medicações, mas quando a doença está em estágio mais avançado, a paciente passa primeiro por cirurgia, para remover focos, e depois tenta engravidar”, afirma.

Quando a endometriose atrapalha a fertilidade da mulher, os tratamentos de reprodução assistida auxiliam para que aumentem as chances de engravidar. Para endometriose leve ou moderada, há a possibilidade de tentar a inseminação artificial. Para os casos graves, é indicada a fertilização in vitro. A decisão é tomada pelo especialista de acordo com o resultado dos exames.

Após o tratamento, há garantias de gravidez?

As chances de gravidez após o tratamento de endometriose variam de paciente para a paciente, conforme a gravidade da doença, o comprometimento das trompas, dos ovários, e a idade da mulher. De acordo com o ginecologista Ernesto Valvano, em alguns casos, após o tratamento, a mulher pode engravidar espontaneamente. Em outros, é preciso a ajuda da medicina reprodutiva.

“Precisamos sempre lembrar que os procedimentos na área de reprodução assistida têm melhores resultados quando realizados no início da vida reprodutiva do casal; as chances de gravidez diminuem consideravelmente com a idade, principalmente após os 35 anos, no caso da mulher”, declara. Ele ressalta que quanto mais cedo identificada e tratada a endometriose, menos comprometerá a vida reprodutiva da mulher.

A doença se caracteriza pela presença de focos do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fora do útero, podendo atingir o peritônio, trompas, ovários, intestino, bexiga, e, em casos menos comuns, até pulmão e nariz.

Os principais sintomas são cólicas menstruais fortes, que não cessam com o uso da pílula, dor na relação sexual, dor difusa ou crônica na região pélvica, fadiga crônica, sangramento menstrual intenso ou irregular, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação, dificuldade para engravidar e infertilidade.

O diagnóstico é feito por especialista com base na história clínica, sintomas da paciente, além de exames, como a videolaparoscopia.

O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba está instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Ernesto Valvano
Dr. Ernesto Valvano

Dr. Ernesto Valvano

Ginecologista | CRM/SP 48.716
  • Formado pela Faculdade de Medicina São José do Rio Preto
  • Especialista em ginecologia obstetrícia
  • Pós-graduado em Reprodução Humana Assistida
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