14 de dezembro de 2018

Medicina ajuda quem tem dificuldades para engravidar

O avanço das técnicas da medicina reprodutiva permite que muitos casais que não conseguem engravidar de forma espontânea tenham filhos. O ginecologista Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, informa que alguns casos de infertilidade feminina podem ser resolvidos com terapias simples, de baixa complexidade, e outros, mais complexos, com tratamentos de alta complexidade.

“Quando a mulher apresenta infertilidade por problemas de ovulação e o homem tem sêmen normal, iniciamos o tratamento com uma técnica muito simples, que é o coito programado ou namoro programado”, afirma Valvano. O médico acompanha de perto o ciclo menstrual da mulher, monitora a ovulação e estimula os ovários, com o objetivo de aumentar a precisão do dia fértil. Com base nos dados, orienta o casal sobre a data ideal para manter relações sexuais.

De acordo com o médico, outra terapia de baixa complexidade, utilizada quando o espermatozoide não alcança a porção final da trompa próxima ao ovário naturalmente devido à baixa motilidade/contagem, e também em alguns casos de infertilidade sem causa aparente, é a inseminação intrauterina ou inseminação artificial. “No procedimento, a ovulação é induzida por hormônio e o médico programa o dia e horário em que irá provavelmente ocorrer. No dia estipulado, o homem vai ao laboratório e colhe sêmen, que, após preparo, é injetado no útero, com a utilização de um cateter delicado”, explica.

“Quando os problemas são mais graves, os casais podem recorrer aos tratamentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro e a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides”, afirma o ginecologista, que detalha os procedimentos.

Na fertilização in vitro convencional, são utilizados medicamentos para estimular o crescimento de vários folículos (estrutura que tem os óvulos dentro). Quando os folículos atingem o tamanho ideal, a paciente recebe uma injeção que induz a ovular. Uma hora antes de ocorrer a ovulação, recebe anestesia geral de curta duração e, via ultrassom transvaginal, o ovário é puncionado e são coletados os óvulos. Os óvulos e os espermatozoides, também coletados em laboratório, são colocados num meio de cultura para que a natureza se encarregue da fertilização que está sendo in vitro, ou seja, fora do corpo da mulher. O embrião formado é transferido para o útero.

A ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozoide) é uma técnica de técnica de fertilização in vitro na qual um único espermatozoide, selecionado em laboratório, é injetado dentro do óvulo utilizando uma agulha de extrema precisão. Após formado, o embrião é inserido no útero.

O médico ressalta que o tratamento adequado para cada paciente é definido após a consulta com especialista em reprodução humana e a realização de exames.

O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba está instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Ernesto Valvano
Dr. Ernesto Valvano

Dr. Ernesto Valvano

Ginecologista | CRM/SP 48.716
  • Formado pela Faculdade de Medicina São José do Rio Preto
  • Especialista em ginecologia obstetrícia
  • Pós-graduado em Reprodução Humana Assistida
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