28 de setembro de 2018

Qual a diferença entre fertilização e inseminação artificial?

Ao optar pelos procedimentos em reprodução assistida, várias dúvidas podem surgir e uma das principais é entender a diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial.

Segundo o médico Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, as duas técnicas são usadas em mulheres que não conseguem engravidar naturalmente. A diferença está na maneira como os óvulos são fecundados.

Valvano explica que a inseminação artificial consiste em injetar espermatozoides no fundo da cavidade uterina ou útero, para que os espermatozoides passem pela trompa e fertilizem o óvulo, dando origem ao embrião.

A paciente toma uma medicação à base de hormônios, e utiliza o HCG (Ganadatrofina Cariônica Humana) para induzir ou estimular a ovulação, o que aumenta as chances de o procedimento ser bem sucedido. Além disso, o sêmen do parceiro é colhido em laboratório e os espermatozoides com maior mobilidade e melhor potencial são separados e injetados no útero.

O tratamento é indicado principalmente quando o espermatozoide não alcança o útero naturalmente devido à baixa motilidade/contagem, e nos casos de infertilidade sem causa aparente. A chance de gravidez é de cerca de 15%.

O outro procedimento, a fertilização in vitro, é mais complexo e indicado quando as tubas uterinas são obstruídas e também nos casos de contagem muito baixa de espermatozoides.

Na primeira etapa do tratamento, a paciente recebe injeções diárias de hormônios, com dosagem maior que as utilizadas na inseminação. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, é feita a injeção de HCG e os óvulos são coletados através de ultrassom vaginal. Depois são enviados ao laboratório onde permanecerão na incubadora, que simula o ambiente intrauterino, com aproximadamente 100 mil espermatozoides.

Em média, 40% das tentativas dão certo, ou seja, haverá fecundação. Só então o embrião é transferido para o útero, onde irá se desenvolver.

Em todo o mundo, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 8 milhões de crianças já nasceram por meio das técnicas de reprodução assistida e que, anualmente, nascem em todo o mundo 500 mil bebês por meio desses procedimentos.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

Dr. Ernesto Valvano
Dr. Ernesto Valvano

Dr. Ernesto Valvano

Ginecologista | CRM/SP 48.716
  • Formado pela Faculdade de Medicina São José do Rio Preto
  • Especialista em ginecologia obstetrícia
  • Pós-graduado em Reprodução Humana Assistida
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