6 de outubro de 2017

Outubro Rosa – Centro de Reprodução Humana conscientiza sobre a importância de preservar a fertilidade

O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba participa do Outubro Rosa e divulga a importância da preservação da fertilidade em pacientes com câncer. O ginecologista Paulo Padovani, diretor da clínica, alerta que a quimioterapia e a radioterapia, que servem para destruir as células malignas e eliminar o câncer, podem fazer com que exista a perda da função uterina, além da destruição total ou parcial da reserva de óvulos. Na faixa entre os 30 e 35 anos, a chance de uma paciente que passa por estes tratamentos ficar infértil pode ser superior a 50%.

Atualmente, com o diagnóstico precoce do câncer e o acesso aos tratamentos, a chance de sobrevivência das pacientes é muito grande. “Por isso, precisamos voltar o olhar não só para a doença, mas para a vida”, afirma Padovani. Ele ressalta que no caso de mulheres em idade fértil, é preciso pensar em alternativas para que possam realizar seus sonhos após a cura. “Após superar a doença, as pacientes retomam sua vida normal e, consequentemente, muitas delas vão querer ter filhos”, declara.

O ginecologista destaca a importância da preservação da fertilidade e informa que o tempo entre o diagnóstico do câncer e o início da quimioterapia ou radioterapia costuma ser suficiente para congelar os óvulos ou embriões sem prejudicar o tratamento da doença. Para isso, há a integração entre ginecologistas e urologistas.

“Quando a paciente vai para o tratamento contra o câncer com a certeza de que sua fertilidade foi preservada, tem mais forças para lutar e buscar a cura”, afirma Padovani.

COMO É FEITO O CONGELAMENTO?

Conhecido como vitrificação, o congelamento de óvulos consiste na extração dessas células com uma agulha – depois de uma estimulação ovariana -, armazenamento e congelamento em nitrogênio líquido a menos 187 graus. As células são guardadas pelo tempo que for necessário em recipientes com isolamento térmico.

O ginecologista Paulo Padovani explica que, quando a mulher estiver disposta a ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões são implantados no útero.

Quando os casais optam pelo congelamento de embriões, após a coleta dos óvulos e do sêmen, é utilizada a técnica de FIV (Fertilização in Vitro). Os embriões resultantes são criopreservados para implantação no útero materno, após a cura da paciente.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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