22 de setembro de 2017

Ginecologista orienta sobre uso de coletor menstrual

Ecologicamente correto, o coletor menstrual é opção para as mulheres que apresentam reação alérgica ou buscam uma alternativa aos absorventes convencionais.  O produto foi regulamentado em março deste ano no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pode ser encontrado nas farmácias. A ginecologista Milena Elisa Goes Dias Silva, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, orienta sobre a forma adequada e cuidados básicos ao utilizar o coletor.

O coletor menstrual é um copinho feito de silicone cirúrgico ou de TPE (thermoplastic elastomer product) e serve para recolher o fluxo menstrual. “O mais indicado é o de 100% de silicone, que se ajusta perfeitamente à entrada da vagina e que, por ser feito de material inerte, tem poucas chances de causar alergia, além de não funcionar como meio de cultura para infecções”, afirma a ginecologista.

Milena Goes detalha como o coletor deve ser colocado e retirado. “Primeiro, deve-se dobrar sua aba para que reduza o tamanho e assim possa ser introduzido na vagina. Diferente dos absorventes internos que devem ser introduzidos até o fundo vaginal, os coletores deverão ficar dentro da vagina, cerca de 1 cm da entrada. Na hora de retirar, basta comprimir levemente a lateral do coletor para tirar a pressão e em seguida puxar cuidadosamente a haste que fica em sua base”.

Para as primeiras vezes, a ginecologista sugere que o coletor esteja associado a um absorvente externo, até que a mulher se sinta segura de que não ocorrerá vazamentos e constrangimentos.

Diferente dos absorventes tradicionais, o coletor pode ser utilizado por longo prazo, desde que seja corretamente higienizado. “Deve-se lavá-lo com água e sabão neutro. Após o término de cada ciclo, deverá ser esterilizado em um recipiente especial e exclusivo, no fogo ou micro-ondas”, orienta a ginecologista. O prazo de utilização é indicado na embalagem pelo fabricante. “Particularmente, acho que o tempo de troca não deveria passar de 5 anos”, sugere.

O uso deve ser avaliado pelo ginecologista nos casos de mulheres que não tiveram relação sexual ou acabaram de ter filhos. “Apesar do coletor ficar na entrada da vagina, ele poderá machucar o hímen e rompê-lo”, afirma Milena. Após o parto, as mulheres devem aguardar pelo menos os 40 dias para voltar a utilizar o coletor.

NORMA DA ANVISA

De acordo com a norma, divulgada no site da Anvisa, todo o material que compõe o coletor menstrual deve ser atóxico e adequado para seu uso e isento de ingredientes como fragrâncias e inibidores de odores. Na rotulagem de produtos coletores menstruais deverão constar: instruções que orientem claramente a usuária sobre SCT (Síndrome do Choque Tóxico);   modo de uso contendo a frequência de remoção do produto para descarte do conteúdo menstrual; prazo de validade e regularização.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Dra. Milena Elisa Goes Dias Silva
Dra. Milena Elisa Goes Dias Silva

Dra. Milena Elisa Goes Dias Silva

Ginecologista | CRM/SP 141.626
  • Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Pós-graduação em infertilidade e reprodução humana pela Faculdade de Ciências médicas da Santa Casa de São Paulo/Projeto Alfa
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