20 de março de 2017

Tratamento da endometriose requer mudança de comportamento

No mês internacional de conscientização sobre a endometriose, o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, alerta que para obter resultados satisfatórios, o tratamento requer mudança de comportamento da paciente.

Estudos apontam que o perfil da mulher que tem endometriose ‘alimenta’ a doença, que é crônica. Geralmente, as pacientes são perfeccionistas, tanto no trabalho quanto na vida pessoal, e não medem esforços para obter os melhores resultados no que fazem. Para dar conta de tudo, estas mulheres liberam uma quantidade alta de adrenalina no organismo, comprometendo o sistema imunológico.

“A quantidade alta de adrenalina reduz a produção de macrófagos, células de fundamental importância na defesa do organismo, que destroem outras células que estão fora do lugar”, explica Padovani. “A defesa reduzida permite que a endometriose encontre espaço para avançar”, afirma.

Às pacientes, Paulo Padovani dá um conselho: “É importante que façam uma revisão da forma como estão levando a vida e se conscientizem que alguns hábitos inadequados podem trazer doenças. Não é justo que se pague um preço alto pela perfeição.”

O que é endometriose?

É uma doença na qual as células do endométrio (tecido que reveste o útero), ao invés de serem expelidas na menstruação, migram para outros órgãos como ovário, trompas, bexiga, intestino, e, em alguns casos, até pulmão e nariz, provocando sangramento nos locais afetados durante o período menstrual.

Os sintomas da doença incluem cólicas fortes durante o período menstrual, dor nas relações sexuais, dor e sangramento intestinal e urinário durante a menstruação e, em alguns casos, dificuldade de engravidar.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames específicos, como a videolaparoscopia.

Padovani esclarece que o tratamento é feito em várias etapas, começando pelo estadiamento das lesões, com posterior retirada, suspensão da menstruação por meio de medicamentos e mudança de comportamento da paciente. Por isso, os médicos sugerem acompanhamento psicológico. A doença regride espontaneamente na menopausa, com o fim das menstruações.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Dr. Paulo Arthur Machado Padovani

Ginecologista | CRM 39.536
  • Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
  • Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
  • Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
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