12 de agosto de 2016

Homens considerados inférteis podem ter filhos

O avanço das técnicas de reprodução assistida e o aperfeiçoamento dos exames diagnósticos ampliam as chances de quem tem o sonho de ser pai. Mesmo em alguns casos mais complicados, muitas vezes considerados inicialmente sem solução, é possível encontrar alternativas. A informação é do urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, referência na região.

O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico, para ter clareza sobre a dimensão e principalmente das causas do problema. “No caso do homem, precisamos de uma análise seminal (espermograma), que deve ser feita em laboratório especializado. Alguns parâmetros importantes, como o estudo da morfologia pela técnica de Kruger e o processamento seminal, só são adequadamente realizados nesses laboratórios”, afirma Borges. Esse cuidado com um serviço altamente especializado é necessário, segundo Borges, para garantir a precisão do resultado, sem o qual não se pode definir os procedimentos mais adequados para cada caso.

O urologista lembra que é importante também conhecer a história do paciente e realizar um bom exame físico. Quando há agenesia de canais deferentes, um problema raro no qual o homem nasce sem os canais deferentes, o diagnóstico é feito por exame clínico. Nestes casos, faz toda a diferença a busca por um especialista em reprodução humana. “Casos como este geralmente chegam ao nosso consultório com o diagnóstico fechado de que o paciente não pode ter filhos, o que não é real”, declara Borges. “Se há espermatozoides nos testículos, é possível fazer a coleta e utilizar a fertilização in vitro.”

Em casos específicos, podem ser solicitadas avaliação hormonal, ultrassonografia escrotal e biópsia testicular.

Identificada a causa, é hora de escolher o tratamento mais indicado. Segundo Borges, alguns casos de varicocele exigem cirurgia. Para alterações hormonais, é indicado tratamento clínico. Em pacientes que não apresentam espermatozoides no ejaculado, pode ser utilizada a microdissecção testicular, que permite, em alguns casos, a retirada de pequena quantidade de espermatozoides dos testículos, para a realização do tratamento.

TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA

Quando os tratamentos (clínico e cirúrgico) não apresentam bons resultados, o casal pode realizar tratamento com técnicas de reprodução assistida (IIU – Inseminação Intrauterina) e FIV (Fertilização in vitro/ICSI).

“Quando há fator masculino grave (não reversível) ou alta taxa de fragmentação de DNA dos espermatozoides, indicamos a ICSI (FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoides)”, informa Borges. O médico lembra que, neste caso, um único espermatozoide, selecionado em laboratório, é injetado dentro do óvulo, utilizando uma agulha de extrema precisão.

Para os homens que têm diagnóstico fechado de infertilidade e sonham em ser pais, o urologista deixa uma esperança: “o avanço das técnicas de reprodução assistida permite uma série de alternativas para pacientes considerados inférteis”.

A equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado no 5º andar do Hospital Santa Isabel, na Santa Casa de Piracicaba, está preparada para fazer o diagnóstico e orientar os casais sobre o tratamento adequado.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 


DR. GUSTAVO DE MENDONÇA BORGES

Urologista | CRM/SP 94.121

• Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
• Pós-graduado em reprodução assistida
• Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia