9 de julho de 2016

Endometriose, uma das grandes vilãs da infertilidade

Considerada uma das principais causas da infertilidade feminina, a endometriose ainda é pouco conhecida pela população. A doença é uma alteração inflamatória causada pelas células do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) que, ao invés de serem expelidas na menstruação, migram para outros órgãos da pelve como trompas, ovários, intestinos e bexiga. As informações são do ginecologista Paulo Padovani, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

O ginecologista explica que dependendo do local onde está se desenvolvendo, a endometriose pode causar dificuldades para engravidar. Segundo ele, o diagnóstico deve ser feito por especialista com base na história clínica, sintomas da paciente, além dos exames, como a ressonância nuclear magnética pélvica e ultrassom com preparo intestinal.

SINTOMAS COMUNS

A lista de sintomas comuns da doença inclui cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação, dor pré-menstrual, dor durante as relações sexuais, dor difusa ou crônica na região pélvica, fadiga crônica, sangramento menstrual intenso ou irregular, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação, dificuldade para engravidar e infertilidade.

TRATAMENTO

A doença pode ser tratada cirurgicamente (videolaparoscopia ou laparotomia) ou por meio de medicações. “Para poder tratar adequadamente a endometriose, precisamos de um estadiamento clínico bem feito e verificar depois as indicações de tratamento clínico ou cirúrgico. É preciso levar em conta o desejo da paciente engravidar e, neste caso, uma avaliação de sua reserva ovariana é necessária”, afirma Padovani. O ginecologista explica que o tratamento cirúrgico tem como objetivo a citorredução das lesões endometrióticas ou se possível a retirada total delas, para possibilitar um tratamento complementar clínico com medicamentos como progesterona, aplicação de dispositivo intrauterino com progesterona ou mesmo pílulas anticoncepcionais. “A complementação envolve tratamento psicológico especializado”, declara.

Padovani diz que não há prevenção e não há cura para a endometriose. Mas a doença pode ser controlada, o que exige bom diagnóstico e orientação terapêutica adequada. A equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, referência na região, está preparada para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento para cada caso.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida