28 de janeiro de 2016

Quais os exames para diagnosticar a infertilidade?

Quando um casal mantém relações sexuais sem proteção durante um ano sem engravidar, chega a suspeita de infertilidade. E como tirar a dúvida? O ideal é procurar um especialista em reprodução humana para realizar o diagnóstico de forma adequada.

“Quando recebemos o casal no Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, primeiramente fazemos uma análise criteriosa física e psicológica, avaliando todos os fatores que possam estar impedindo a gestação de uma forma natural”, explica o ginecologista José Henrique Mello de Freitas, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba. “Em seguida, solicitamos exames para detectar qual o fator que provavelmente esteja impedindo a gravidez”, acrescenta.

Na mulher, o ginecologista informa que são necessários três exames básicos: ecografia endovaginal, histerossalpingografia e pesquisa da reserva ovariana.

A ecografia endovaginal é um exame de ultrassonografia feito com uma sonda especial colocada no interior da vagina. “Sua grande vantagem é a de poder visualizar estruturas e órgãos pélvicos como o útero e os ovários com maior proximidade e maior resolução de imagem”, explica Freitas. Por meio deste ultrassom, também pode ser visto o endométrio.

Com a histerossalpingografia, é possível avaliar a cavidade uterina e das tubas. “Nesse exame, é injetado um contraste no útero que atinge as tubas e, depois, se derrama dentro da cavidade abdominal. O trajeto do contraste é documentado por filme ou radiografias seriadas”, detalha o médico. Desta forma, é possível detectar alterações da cavidade uterina, como pólipos, miomas e cicatrizes, além de obstruções tubárias.

Na pesquisa de reserva ovariana, o ginecologista relata que são feitas as dosagens dos hormônios FSH, LH, prolactina, estradiol e TSH, colhidos no 3º dia do ciclo.

No homem, o médico explica que é feito o espermograma, se possível, com análise morfológica pela técnica de Kruger e processamento seminal.

“Nos casos em que esta lista básica é insuficiente, solicitamos exames adicionais para fechar o diagnóstico”, declara o ginecologista.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. JOSÉ HENRIQUE MELLO DE FREITAS
Ginecologista e Obstetra | CRM 64.230

• Formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, videolaparoscopia e videohisteroscopia
• Pós-graduado em reprodução humana assistida pela Associação Instituto Sapientiae