2 de dezembro de 2015

Tratamento de baixo custo é opção para casais que querem filhos

Oferecer a oportunidade aos casais que desejam filhos, de ter acesso a tratamentos de alta complexidade em reprodução humana, com baixo custo, é o objetivo do Projeto Realize, lançado este mês pelo Centro de Reprodução Humana de Piracicaba. “A iniciativa faz parte da filosofia da equipe do Centro, de disponibilizar seus serviços a toda a comunidade, oferecendo tratamento com custo reduzido de acordo com o perfil social dos pacientes”, afirmam os médicos Paulo Padovani e Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução.

O programa vai oferecer opções concretas e objetivas adequando o custo do tratamento com a condição econômica dos pacientes. Para fazer o tratamento, os casais terão que comparecer ao Centro de Reprodução Humana, instalado no 5º andar da Santa Casa de Piracicaba, e passar por uma triagem. O desconto no tratamento, individual, será concedido conforme a condição econômica de cada inscrito.

TRATAMENTOS – O projeto contempla o congelamento de óvulos, inclusive no caso de pacientes com câncer que passarão por tratamento, e a FIV (Fertilização in Vitro).

No caso dos pacientes com câncer, o tratamento é feito em conjunto entre especialistas em reprodução humana e oncologistas. Conhecido como vitrificação, o congelamento de óvulos consiste na extração dessas células com uma agulha – depois de uma estimulação ovariana -, armazenamento e congelamento em nitrogênio líquido a menos 187 graus. As células são guardadas pelo tempo que for necessário em recipientes com isolamento térmico.

Quando a mulher estiver disposta a ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões serão implantados no útero.

A fertilização in vitro, também conhecida como bebê de proveta, é a alternativa para as pacientes com alterações tubárias, endometriose e baixa qualidade dos óvulos.

“Este é um tratamento de alta tecnologia em reprodução humana”, destaca Paulo Padovani, explicando que a paciente é induzida, com estímulo de medicação, a ovular. “Horas antes de ocorrer a ovulação, a mulher recebe anestesia geral de curta duração e, por via transvaginal, o ovário é puncionado e são coletados os folículos”, relata.

A fertilização é feita no laboratório e os embriões são transferidos para o útero da mulher.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida