13 de agosto de 2015

Tratamentos ajudam homem ‘estéril’ a ser pai

O diagnóstico fechado de que um homem não pode ter filhos está cada vez menos frequente. O domínio das técnicas de microcirurgia e os avanços tecnológicos no campo da fertilização in vitro permitem que pacientes antigamente considerados “estéreis” possam ser pais.

Quando o homem não apresenta espermatozoides no ejaculado (azoospermia), algumas técnicas podem ser utilizadas para obtenção dos mesmos. “Dentre elas, destacam-se a biópsia e a microdissecção testicular, que consistem na retirada cirúrgica de pequenos fragmentos do testículo”, afirma o médico urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

Esse material coletado é avaliado imediatamente pelos embriologistas, que conseguem, em alguns casos, identificarespermatozoides em condições de serem utilizados na injeção intracitoplasmática de espermatozoides, uma das técnicas de reprodução assistida.

“Com auxílio de um microscópio, o médico avalia o tecido testicular tentando identificar as áreas com maior chance de produzir espermatozoides. O tecido testicular é, então, encaminhado ao laboratório para busca de espermatozoides. Se estes são encontrados, utilizamos um equipamento chamado de micromanipulador para injetar os espermatozoides nos óvulos”, explica o urologista.

A técnica é utilizada com êxito no Centro de Reprodução Humana de Piracicaba. “Há alguns casos de pacientes azoospérmicos que, inclusive, haviam sido orientados por outros médicos de que não havia qualquer possibilidade de obter a gravidez, devido à ausência de espermatozoides no ejaculado. Nesse grupo de pacientes, já temos casos em que conseguimos obter uma pequena quantidade de espermatozoides através da microdissecção, e estes foram usados para fertilização in vitro, com sucesso. A gravidez correu bem e a criança nasceu com saúde perfeita”, relata Borges.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal e Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação


DR. GUSTAVO DE MENDONÇA BORGES

Urologista | CRM/SP 94.121

• Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
• Pós-graduado em reprodução assistida
• Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia