30 de julho de 2015

Nova chance de ser pai

A paternidade também é possível para os homens que fizeram vasectomia e, depois de certo tempo, decidem ter filhos. “Teoricamente, é possível fazer com que, depois de até 20 anos, 70%, 80% dos indivíduos que fizeram a cirurgia voltem a ejacular espermatozoides”, afirma o urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

No entanto, ele alerta que a fertilidade dos vasectomizados vai diminuindo com o tempo. “Quanto maior o tempo decorrido após a vasectomia, menor a produção de espermatozoides dos testículos”, afirma, destacando que essa produção pode ou não voltar ao normal após a reversão de vasectomia. “Além disso, após a vasectomia certa quantidade de espermatozoides entra em contato com a circulação, ehá a possibilidade de que o organismo comece a produzir anticorpos contra os próprios espermatozoides. A reversão da vasectomia, portanto, não garante que os espermatozoides funcionem como antes. Pode-se dizer, então, que três anos depois dessa cirurgia, a fertilidade do homem cai para 70% e, quinze anos depois, para 30%.”

O urologista lembra que, antes do casal optar pela reversão da vasectomia, é aconselhável que seja analisada a idade da mulher. “Em média, oito anos transcorridos entre a vasectomia e a reversão, o índice de gravidez é de 70%, se a mulher for mais jovem”, diz.

Como a tendência do homem brasileiro, quando se separa, é casar-se com mulher por volta dos 24, 25 anos, ela compensa a subfertilidade masculina.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal e Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação


DR. GUSTAVO DE MENDONÇA BORGES

Urologista | CRM/SP 94.121

• Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
• Pós-graduado em reprodução assistida
• Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia