24 de junho de 2015

Medicina ajuda mulher a se tornar mãe

Tratamentos são alternativas para casais que apresentam problemas de infertilidade

Vida arrumada, carreira em crescimento e o alarme do relógio biológico piscando. A proximidade do Dia das Mães costuma inspirar muitas mulheres a, finalmente, decidirem pela maternidade.O problema é quando o sonho esbarra em uma questão funcional: a infertilidade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o problema atinge 20% dos casais. A boa notícia é que a medicina tem na tecnologia reprodutiva um arsenal importante para contornar a situação.“Um estudo mostra que 80% da população consegue engravidar espontaneamente sem ajuda médica. Os outros 20% necessitarão de ajuda, sendo que 7,5 % deste total somente conseguirá com a fertilização in vitro(FIV), procedimento de alta complexidade, popularmente conhecido como bebê de proveta”, diz o médico ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, que funciona junto à Santa Casa.O Centro foi criado justamente para facilitar a vida das pacientes, que podem fazer o tratamento na cidade, perto dos seus médicos. Atenção aos sinais Segundo Padovani, a infertilidade é definida como a incapacidade de um casal em idade reprodutiva engravidar dentro de um ano, mantendo relações sexuais ao menos seis vezes por mês sem uso de contraceptivos.“Hoje a medicina reprodutiva coleciona um grande número de técnicas e métodos. A busca por maior eficácia e precisão, para diminuir riscos e proporcionar soluções para quase todos os empecilhos da natureza, garante a muitos casais a realização do sonho de ter um bebê e se transformar em família”, diz.O médico explica que para falar de taxas de sucesso para qualquer tipo de tratamento de infertilidade, deve-se ter em mente que a chance de concepção para um casal fértil normal, com relação sexual regular desprotegida é, aproximadamente, de 25% durante cada ciclo menstrual. Calcula-se que 10% dos casais férteis não concebem dentro do primeiro ano de tentativa.

Considerando-se taxas de fertilidade normais, podem ser esperados tratamentos efetivos, em média, até 25% de taxa de sucesso por ciclo de tratamento, portanto, podem ser necessários repetidos ciclos antes de uma gravidez.A indução da ovulação para compensar desequilíbrios hormonais tem uma taxa de sucesso muito alta. “É provável que mais que 80% das mulheres que sofrem de tais desordens concebam depois de alguns ciclos de tratamento com drogas indutoras da ovulação”, diz o médico.
Um tratamento para cada caso

A escolha do tratamento para infertilidade se baseia em um diagnóstico preciso do problema e também no perfil do casal.No caso da mulher, as causas mais comuns de infertilidade são as desordens ovulatórias (35%), anormalidades anatômicas como obstrução das trompas de Falópio (35%), e endometriose (20%). Nas causas de infertilidade masculina, estão distúrbios na produção de espermatozoides; obstruções anatômicas e desordens imunológicas.“A proposta é usar o método mais natural, prático, acessível e com menos agressões ao casal” diz o médico ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.Para parceiros jovens, opta-se pela orientação da rotina sexual e por métodos que favoreçam uma gravidez espontânea: relação programada no período fértil, esclarecimento sobre o próprio funcionamento do ato sexual e uso de medicamentos indutores de ovulação.Para casais com mais idade ou com problemas mais graves (poucos espermatozoides, endometriose, esterilizações irreversíveis), usa-se a reprodução assistida, classificação que engloba diversos métodos.
Jornalistas responsáveis: Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida