3 de setembro de 2014

Congelamento de óvulos é alternativa para gravidez

O diagnóstico de câncer feminino e o histórico de menopausa precoce não interferem mais no sonho da maternidade. Feito com mais segurança e maior sucesso desde 2008, no Brasil, o congelamento de óvulos chega como verdadeira revolução para resolver estes problemas e como alternativa para mulheres que queiram adiar o desejo de ser mãe em virtude de alcançar primeiramente seu sucesso profissional. Na região, o procedimento é realizado pelo Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

“O congelamento preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde, assim que a paciente estiver pronta para tentar uma gravidez”, informa o médico ginecologista José Henrique Mello de Freitas, da equipe do Centro.

Conhecido como vitrificação, o congelamento de óvulos consiste na extração dessas células com uma agulha – depois de uma estimulação ovariana -,armazenamento e congelamento em nitrogênio líquido a menos 187 graus. As células são guardadas pelo tempo que for necessário em recipientes com isolamento térmico.

O ginecologista explica que, quando a mulher estiver disposta a ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões serão implantados no útero.

Segundo Freitas, nas pacientes com câncer que serão submetidas à radioterapia ou quimioterapia, a coleta deve ser feita o quanto antes, com a orientação conjunta do oncologista e do especialista em infertilidade.

A mesma técnica pode ser utilizada por mulheres com indicação para cirurgia que retira parte do tecido ovariano, nos casos de endometriose, ou com histórico de menopausa precoce na família. “Não podemos esquecer de preservar a fertilidade nestas mulheres que tem antecedentes na família de menopausa precoce, ou seja, mulheres que deixam de menstruar antes dos 40 anos de idade. Isto, porque sabemos que a paciente com este histórico familiartem grandes chances de entrar na menopausa precocemente e, com isto, deixaria de ovular, não permitindo uma gravidez futura”, ressalta Freitas.

Apesar de ser uma das alternativas para tentar uma gravidez tardia, o ginecologista alerta para o fato de a paciente precisar ficar atenta ao relógio biológico. “As taxas de sucesso com a fertilização in vitro após os 45 anos apresentam resultados insatisfatórios e o custo passa a ser muito alto”, diz.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal e Marisa Massiarelli Setto/Toda Mídia Comunicação

 


DR. JOSÉ HENRIQUE MELLO DE FREITAS

Ginecologista e Obstetra | CRM 64.230

• Formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, videolaparoscopia e videohisteroscopia
• Pós-graduado em reprodução humana assistida pela Associação Instituto Sapientiae