12 de fevereiro de 2014

Instituto Geração convoca casais para tratamento gratuito

“Um verdadeiro presente de aniversário e de Natal”. Dessa forma a professora Karolina, 29 anos, de Presidente Prudente, definiu o sentimento de receber a notícia de que foi selecionada, entre 130 inscritos, para o Projeto Paternidade Responsável, do Instituto de Reprodução Humana Geração. Junto com mais nove casais, ela vai passar por tratamento gratuito de reprodução assistida, destinado a casais de baixa renda.

Os 10 casais selecionados nessa primeira etapa do projeto foram comunicados nesta segunda-feira, dia 23 de dezembro, pelo médico ginecologista e obstetra Paulo Padovani, presidente do Instituto Geração e diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, que vai custear inteiramente os tratamentos do projeto-piloto.

Os casais selecionados passaram por um processo de triagem detalhado, feito com a supervisão de médicos qualificados e especialistas em reprodução assistida. Foram considerados, além da renda, critérios técnicos como idade, tempo de infertilidade e tipo de patologia.

“Só temos fôlego para atender, neste primeiro momento, dez casais. Por isso, concentramos esforços no intuito de priorizar os casos de risco de perda de fertilidade em função de doenças crônicas, e casais inférteis que dificilmente teriam acesso a tratamentos de alta complexidade em medicina reprodutiva”, diz o médico.

Padovani também tem um recado para os que ficaram de fora. “Gostaria de lembrar que os casais que não foram selecionados nessa etapa continuam na fila, com cadastro ativo. O Instituto Geração já ganha visibilidade e, temos certeza, terá apoio de empresas, o que garantirá a ampliação do número de pacientes atendidas”, informa.

Segundo Paulo Padovani, existem várias formas de se tornar um apoiador do Instituto Geração e viabilizar a ampliação desse atendimento. Uma delas é por meio da destinação do imposto de renda, feito por empresas que fazem o recolhimento por lucro real. O outro é por meio das promoções que o instituto vai realizar.

Além dos tratamentos de reprodução assistida, o projeto vai garantir instrução e suporte aos pacientes mediante apoio multidisciplinar, oferecimento de palestras e cursos sobre planejamento e orientação familiar, segurança alimentar e nutricional e desenvolvimento infantil, e atendimento psicológico e médico.

BOA NOTÍCIA – Karolina viajou seis horas desde Presidente Prudente para passar pela entrevista que concluiu seu processo de seleção. Ao chegar a Piracicaba, o motor do seu carro fundiu e ela chegou a dizer ao marido que tinha certeza de que todo o sacrifício valeria a pena.

“A classificação aconteceu no dia do meu aniversário, foi presente antecipado de Natal, uma graça que recebemos de Deus”, diz a professora, que foi avisada do projeto pela irmã, que mora em Piracicaba e que leu a notícia na mídia local. “Voltamos para Presidente Prudente sem o carro, mas fomos recebidos com festa e com as esperanças renovadas.”

De Piracicaba, Regiane, 30, faz aniversário em janeiro, junto com o marido, e comemora no mesmo mês os 12 anos de casada e o muito tempo de espera pela chance de poder tentar um tratamento de reprodução assistida. “Essa oportunidade foi um presente de Natal, um presente de Deus.”

A lista de selecionados inclui mais seis casais de Piracicaba, um de Saltinho e um de Charqueada.

PROJETO –O Instituto de Reprodução Humana Geração lançou, dia 24 de outubro, o programa Paternidade Responsável, que oferece, de forma gratuita, tratamento para casais que desejamter um filho e não conseguem por métodos naturais. O ineditismo do programa é estar ligado a um projeto de acompanhamento das crianças até a idade pré-escolar.

Idealizado por um grupo de médicos do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, em parceria com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, o Lions Clube de Piracicaba Leste e a Escola de Mães “Professora Branca Motta de Toledo Sachs”, o programa começa no formato de projeto-piloto. Mas a proposta real é ampliar o atendimento a todos os casais interessados e que se enquadrem na triagem socioeconômica. Para isso, o instituto busca parceiros.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal e Marisa Massiarelli Setto/Toda Mídia Comunicação